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O Cânon Bíblico do Novo Testamento

A discussão sobre como se formou o cânon do Novo Testamento e a confiabilidade dos evangelhos apócrifos está intimamente ligada à questão da historicidade da Ressurreição de Cristo . Afinal, para avaliar a ressurreição como evento histórico, é fundamental determinar quais fontes escriturísticas são fidedignas .  Ícone do Concílio de Niceia Conforme já dissemos anteriormente, a confiabilidade dos Evangelhos canônicos e o testemunho ocular neles contido é um dos pilares para examinar a Ressurreição de Jesus. Neste capítulo, apresentamos uma análise cronológica e detalhada da formação do cânon do Novo Testamento , os critérios usados pelos primeiros cristãos para reconhecer textos autênticos (apostolicidade, ortodoxia, uso litúrgico, etc.), e os motivos pelos quais diversos escritos apócrifos foram excluídos.  Em seguida, comparamos a confiabilidade histórica e textual dos evangelhos apócrifos em relação aos quatro Evangelhos canônicos. Por fim, demonstramos como a seleção c...

No Alvorecer do Terceiro Dia: Um Epílogo.

“Esta é a noite em que Cristo, quebrando os grilhões da morte, ressurgiu vitorioso do túmulo.” ( Pregão Pascal, Exsultet ) Na aurora do terceiro dia, a pedra foi removida, o silêncio da morte foi vencido e o mundo, até então prisioneiro da corrupção, escutou o anúncio que mudou a história : “Não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,6) A Igreja, Esposa fiel e vigilante, recorda com lágrimas e júbilo essa madrugada bendita . Nas sombras da noite pascal, ela ergue sua voz, não para contar lendas, mas para cantar a vitória real do Cordeiro imolado , que venceu o pecado, a morte e o inferno. “Ó noite verdadeiramente abençoada, que conheceu o tempo e a hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Ó noite em que o céu se uniu à terra, o humano ao divino!” ( Exsultet ) A Ressurreição de Cristo é o nascimento do mundo novo , a nova criação, onde a graça reina, onde a luz dissipa as trevas, onde o túmulo se torna berço da imortalidade. A partir desse dia, toda lágrima tem esperança, toda cru...

A Ressurreição de Cristo e o Chamado à Plenitude da Fé

A investigação que fizemos a respeito da Ressurreição de Cristo nos conduziu ao centro do cristianismo: a confissão de que Jesus Cristo, tendo sido crucificado sob Pôncio Pilatos, demonstrou Sua Divindade: verdadeiramente ressuscitou, e vive glorioso, como Senhor da história e juiz dos vivos e dos mortos.  No entanto, essa confissão, para ser plena, exige mais do que mera admiração por um fato extraordinário; ela exige união com a realidade viva do Ressuscitado.  E é aqui que a razão iluminada pela fé conduz a uma conclusão inescapável: o Cristo ressuscitado pode ser plenamente encontrado, reconhecido e recebido apenas na Igreja Católica . Quadro de Giovanni Battista Gaulli, representando o encontro de Paulo com o Ressuscitado. 1. A Ressurreição não é só um fato; é um sinal da Graça Divina. Cristo ressuscitou, sim. Mas não ressuscitou para ser lembrado em abstrações. Ele ressuscitou para ser encontrado, tocado, adorado . Sua Ressurreição não foi apenas uma vitória contra a mo...

Jesus realmente existiu?

A figura de Jesus de Nazaré está no centro da fé católica. Mas Jesus não é apenas uma personagem de fé – Ele é também um personagem histórico. Nas últimas décadas, surgiu com alguma frequência as pergunta: quais são as evidências históricas e arqueológicas da existência de Jesus? Além dos relatos religiosos, que evidências extrabíblicas possuímos? E como essa documentação se compara com aquela de outras figuras célebres da Antiguidade?  Essas questões são importantes não só para historiadores, mas também para a apologética católica , pois a credibilidade da fé cristã apoia-se em fatos históricos concretos: “Et incarnatus est” – Deus feito homem em um tempo e lugar reais. Neste capítulo de nosso estudo, buscaremos apresentar de forma abrangente e detalhada a documentação histórica e arqueológica sobre Jesus de Nazaré. Examinaremos as fontes textuais antigas que O mencionam – tanto cristãs (como os Evangelhos e outras obras do Novo Testamento) quanto não cristãs (historiadores ...